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Averno Dei

Averno Dei

ISBN: 978 9898 921765

 

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Numa certa tarde de Fevereiro de 1862, o Visconde de Alpedrinha não conteve mais o seu desejo e abusou da bela governanta do seu palácio, que, por causa disso, viria a ser mãe de António, um bebé entre muitos que, por ser filho ilegítimo e causa da vergonha de sua mãe, é entregue na Roda dos Expostos e, depois, dado ao sapateiro e mulher, sua ama-de-leite.
Com dez anos, António, menino já quase adolescente, desce num barco rabelo pelo rio Douro até ao Porto, onde é acolhido por Badálas, marinheiro de mil águas, amancebado com a francesa Arlette nos intervalos das suas viagens, aos quais o Visconde foi pagando pelos cuidados que passam a dispensar ao jovem. 
Já adulto, tendo descoberto o segredo do seu nascimento, assim como a vontade dos seus familiares aristocratas de não terem contacto com ele, plebeu, António encolhe os ombros e, para lhes fazer ver, decide enriquecer pelas suas mãos, fazendo o calçado para os ricos e poderosos do Porto. Consegue-o. 
Com o aumento da clientela, António vê-se obrigado a contratar três empregados de sua confiança, um deles o Manuel de Almeida, um rapazola mal-encarado e de modos toscos, expulso do seminário por indecente e má figura, que começou a olhar para Maria, a filha mais velha de António, com olhos de má criação. E ela retribui-lhe, nem suspeitando que está a abrir a porta dos infernos: engravidada por abuso, expulsa da casa paterna, ligada à força a um mau homem, despejada na miséria e na violência infame. Mas a aparente fragilidade de Maria contrastava com uma tenacidade altiva, vontade e teimosia, que a tornavam grandiosa na modéstia e no porte, coisa rara na sua juventude, e que a farão descobrir a porta de saída dos Infernos…  

Numa certa tarde de Fevereiro de 1862, o Visconde de Alpedrinha não conteve mais o seu desejo e abusou da bela governanta do seu palácio, que, por causa disso, viria a ser mãe de António, um bebé entre muitos que, por ser filho ilegítimo e causa da vergonha de sua mãe, é entregue na Roda dos Expostos e, depois, dado ao sapateiro e mulher, sua ama-de-leite.

Com dez anos, António, menino já quase adolescente, desce num barco rabelo pelo rio Douro até ao Porto, onde é acolhido por Badálas, marinheiro de mil águas, amancebado com a francesa Arlette nos intervalos das suas viagens, aos quais o Visconde foi pagando pelos cuidados que passam a dispensar ao jovem. 

Já adulto, tendo descoberto o segredo do seu nascimento, assim como a vontade dos seus familiares aristocratas de não terem contacto com ele, plebeu, António encolhe os ombros e, para lhes fazer ver, decide enriquecer pelas suas mãos, fazendo o calçado para os ricos e poderosos do Porto. Consegue-o. 

Com o aumento da clientela, António vê-se obrigado a contratar três empregados de sua confiança, um deles o Manuel de Almeida, um rapazola mal-encarado e de modos toscos, expulso do seminário por indecente e má figura, que começou a olhar para Maria, a filha mais velha de António, com olhos de má criação. E ela retribui-lhe, nem suspeitando que está a abrir a porta dos infernos: engravidada por abuso, expulsa da casa paterna, ligada à força a um mau homem, despejada na miséria e na violência infame. Mas a aparente fragilidade de Maria contrastava com uma tenacidade altiva, vontade e teimosia, que a tornavam grandiosa na modéstia e no porte, coisa rara na sua juventude, e que a farão descobrir a porta de saída dos Infernos…  

 

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