O amor pode ter mil e um rostos, que é uma forma de dizer que o amor pode ter tantos rostos quantos os rostos das pessoas que amam… ou que são amadas. Nesta obra, com o título sintomático de Amores Destinados e Afins, encontramos várias dessas facetas, em cinco intensas narrativas que envolvem personagens cujo denominador comum é o profundo elo amoroso que os uniu. Bia e Berto, unidos por ideais e separados por um avião que Berto não apanhou. Helena e João, que no fim redescobrem a ilha dos amores em que viviam sem já se darem conta. Maria e Mário, cuja cegueira dele lhe permitiu ver o seu amor. Lídia e Augusto, cujo amor, mais que prazeroso, acaba por revelar-se na essência do cumprimento da promessa de serem companheiros até ao fim. Finalmente, Alcina e Alberto, pratos de uma balança desequilibrada que só se equilibra com a morte dele.
Mas para Odete há também um outro amor maior, o amor à sua paisagem natal, a de Mirandela, a dos rios Tua e Douro e suas linhas férreas, a dos montes, que tudo envolvem e dão ser e nome à região. No confronto com o litoral, tanto do Norte como do Sul, Odete aí percebeu onde estava e esteve sempre a sua alma, vogando pelos rios e pelos montes das margens, assim escrevendo o seu amor no regresso aos seus, que são os de casa, mas também os da terra.