Mosaico De Palavras

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Entre Palavras

Entre Palavras

ISBN: 978-989-8253-85-9

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Entre Palavras. Frequentemente, é assim que nos encontramos: entre duas ou mais palavras, aquelas que ouvimos e as que dissemos; aquelas que não ouvimos mas que sabemos estarem lá, e aquelas que não dissemos, mas que o outro sabe estarem cá. As palavras, entre o muito que são, e que, quase mais que qualquer outra coisa, nos distinguem entre o resto da Criação, são armas mortíferas, por meio das quais assassinamos impunemente; mas são também salvadoras, correntes que podem reerguer-nos de lá do fundo do poço.

Na sua essência, as palavras são o som produzido pelo ar ao atravessar as cordas vocais de um ser humano com o aparelho fonador intacto. Mas aqui, nas palavras do poeta, as palavras surgem-nos como substitutas das armas, das bombas, das rajadas – canos de escape por onde o poeta expele a lava do seu vulcão. O homem comum, o cidadão sem palavra, o mortal entregue à sua condição, o simples, o destituído de poder – o povo, enfim – têm aqui a palavra, porque, ao lerem cada estrofe, cada poema, podem encher-se de brios e dizer: “Isto, sim, é o que eu penso deles!”. Depois, já mais satisfeitos, podem reler a medo, para ver se perceberam bem o que ficou depois do fumo solto pela válvula. E pensar: “Isto não é só para eles; é também para mim. Eu estou aqui”.

A poesia é também voz do povo, ora na voz de fazedores de quadras, ora na de poetas, como Manuel Bastos, que nunca saíram de sob a telha-vã, que nunca perderam a terra e o pó de fazedores pelas suas próprias mãos, terra e pó que se transmutam para as linhas do poema. Traduzindo uma poderosa e genuína capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral, a poesia de Manuel Bastos assume um forte cunho social, assumindo-se como meio de denúncia da realidade onde o poeta se insere, num estilo marcadamente próximo da raiz do povo, muito ao jeito do conhecido António Aleixo, de que a própria forma organizativa (quadra, na sua maioria) é também elemento importante do estilo. Uma poesia, portanto, que tem tido sempre bons e fiéis cultores, ao longo dos tempos, quer na sua construção, quer na sua apreciação, uma poesia que o próprio Bocage usou para vituperar os poderosos e os males sociais do seu tempo. Pensamos que continua a ter o seu lugar na nossa literatura.

 

 

 

 

Poeta popular, quase analfabeto, tendo sido pastor, servente de pedreiro e cauteleiro. Nesta última profissão, de terra em terra, de feira em feira, encontrou o ambiente inspirativo para desenvolver os dotes invulgares de fazedor de quadras de sabor aforismático e profundamente popular, a traduzirem forte “capacidade “Que esperança será aquela/Que sinto desde criança/Que ainda dou restos dela/Aos que já não têm esperança?!” O tom dolorido, emanando de uma certa visão amarga da existência, com ironia por vezes mordente, traz-nos o eco da vida difícil que ao poeta foi dado viver. “O Destino, por ser forte,/esta má sorte me deu/de ter de vender a sorte/ aos mais felizes do que eu.”
Os títulos que compõem a obra de António Aleixo têm sido reeditados e desde 1969 aparecem reunidos em Este Livro que Vos Deixo …, a que posteriormente (1984) se juntou um volume de Inéditos.

 

 

                                                                                                                  Vitor da Rocha

 

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